Mendonça retira o sigilo de documentos que investigam a relação de senadores e do ex-governador do RJ com o Banco Master
Mendonça retira sigilo de documentos que investigam as relações do Master com políticos O ministro André Mendonça também retirou o sigilo de documentos q...
Mendonça retira sigilo de documentos que investigam as relações do Master com políticos O ministro André Mendonça também retirou o sigilo de documentos que investigam as relações do Banco Master com os senadores Ciro Nogueira, do Progressistas, Jaques Wagner, do PT, e com o ex-governador do Rio Cláudio Castro, do PL. As mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro revelam, segundo a Polícia Federal, a proximidade entre o banqueiro e o ex-governador do Rio de Janeiro. Segundo a PF, as provas reunidas indicam que Cláudio Castro operou politicamente a favor de Daniel Vorcaro, viabilizando transferências suspeitas do RioPrevidência, o fundo de pensão dos servidores públicos do Estado do Rio, para vários tipos de investimentos do Master. O valor total chega a quase R$ 3,7 bilhões. Mendonça retira o sigilo de documentos que investigam a relação de senadores e do ex-governador do RJ com o Banco Master Jornal Nacional/Reprodução Nos documentos que tiveram o sigilo retirado há diálogos de Daniel Vorcaro e o lobista Ricardo Siqueira, conhecido como Ricardo Gordo, tratando dessas transações. Num deles, no fim de 2023, Ricardo diz que o fundo tem um "um dono e esse dono precisa autorizar os caras internamente". Segundo a PF, "os caras" seriam os responsáveis pelos investimentos. O documento não diz quem seria esse "dono". A Polícia Federal já descobriu que o ex-governador Claudio Castro teve encontros frequentes com Vorcaro. E que há uma coincidência de datas entre esses encontros e os aportes financeiros feitos pelo RioPrevidência no Master. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O ministro do STF André Mendonça também retirou o sigilo de investigações sobre a relação dos senadores Ciro Nogueira, do Progressistas, e Jaques Wagner, do PT, com dirigentes do Banco Master. A PF apura a suposta atuação dos dois parlamentares no Congresso em troca de vantagens financeiras do banco de Daniel Vorcaro. Entre as evidências, está uma emenda apresentada por Ciro Nogueira que ampliava o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para R$ 1 milhão. A proposta não foi aprovada. Segundo a PF, o texto da emenda foi modificado por um funcionário do Banco Master e entregue em um envelope para Ciro Nogueira, a mando de Daniel Vorcaro. A PF apontou ainda o envolvimento do banqueiro na redação de outros projetos legislativos, os que criavam o Programa de Aceleração da Transição Energética e o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa. Em troca dessa atuação, segundo a PF, Vorcaro pagou a Ciro Nogueira uma mesada de pelo menos R$ 300 mil, além de bancar despesas em restaurantes e hotéis de luxo. A PF também apura a relação do senador Jaques Wagner, ex-líder do governo no Senado, com o ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima. Segundo a Polícia Federal, Jaques Wagner teria solicitado e recebido vantagens econômicas indevidas de Augusto Ferreira Lima: a aquisição de apartamento em Salvador, na Bahia, avaliado em R$ 2,45 milhões, indicado pelo próprio senador e a transferência de pelo menos R$ 3,5 milhões para uma empresa do enteado e da nora do senador. Como parte da investigação, a PF pediu ao Governo da Bahia a íntegra da licitação e do decreto que criou o CredCesta, cartão de crédito consignado ligado ao Banco Master, usado por servidores da Bahia. A PF afirma que até agora não recebeu todos os documentos. O ex-governador Cláudio Castro negou ter atuado para direcionar investimentos do RioPrevidência ao Banco Master e afirmou que eventuais encontros com Daniel Vorcaro tiveram caráter institucional. A defesa do senador Jaques Wagner declarou que já havia apresentado ao Supremo documentos contestando as suspeitas apontadas pela Polícia Federal. O senador também negou ter qualquer vínculo com o Master ou ter atuado em favor dos interesses do banco. A defesa de Augusto Lima negou qualquer atuação do senador Jaques Wagner em benefício dele ou do Banco Master e afirmou que os episódios citados pela PF decorrem de interpretações inverídicas e ilações. O Jornal Nacional não teve retorno do senador Ciro Nogueira. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional